Escritores da liberdade: um filme sobre LIDERANÇA



Quais habilidades fazem diferença neste momento de trabalho remoto?

O filme Escritores da Liberdade (Freedon Writers), baseado numa história real e no livro best-seller The Freedom Writers Diaries, disponível na Netflix, tem muito conteúdo oculto e é, com certeza, inspirador para quem trabalha com pessoas, lidera equipes, além, claro, com educação de adolescentes e adultos. Foi um sucesso de público e crítica, não por acaso.

O filme narra a história de uma docente recém-formada que leciona as disciplinas Inglês e Literatura para o primeiro ano do ensino médio – adolescentes entre 14 e 15 anos – em uma escola da periferia em Los Angeles. O que ela encontra e o que ela faz com o que encontra lá?

Expectativa e realidade

A primeira coisa difícil é lidar com o choque de realidade. Apesar de amar o que faz e de estar muito entusiasmada, Erin encontra uma realidade dura, marcada por agressividade, rejeição, conflitos raciais e rixas entre gangues.

Onde ela procura ajuda?

Inicialmente, Erin procura ajuda dentro da própria escola, que não oferece o acesso adequado ao acervo de livros e demais materiais didáticos.  Ela fica face a face com o preconceito e a descrença dos administradores e professores, além da falta de apoio do marido.

O que ela tem de recursos internos para a façanha?

Observadora, genuinamente presente para os adolescentes, interessada e pronta para a conexão com eles. Eles, nem tanto! Machucados, abandonados e sem futuro.

Quando se dá a virada? Como ela cria conexão?

No Coaching, dizemos que as perguntas são poderosas. E que “presença” e “escuta” são duas competências essenciais do profissional dessa área – o coach. É o que vemos também no filme e na liderança que ela consegue exercer por meio de uma conexão genuína com os jovens.

Quando escuta,  em tom de acusação e crítica, que “não sabe nada” sobre eles, ao invés de se fechar, ela se abre mais para ouvir. E começa a perguntar!

E as perguntas levam a novas descobertas.

No “jogo da linha” (que você pode ver no filme), eles também SOUBERAM. Souberam que, para cada um deles, a vida era uma guerra à qual poderiam não sobreviver – assim como muitos dos seus amigos. E que todos eram vulneráveis. E se descobriram iguais. Iguais na parte mais profunda, a do sentimento. É ali que começa a mudança.

A percepção inicial de que “tudo seria melhor se o outro não existisse”, e a rivalidade entre eles, converte-se para o sentimento de time, de “família”, de união que apoia, que dá suporte. O outro deixou de ser o OUTRO para ser UM DE NÓS.

A proposta de criação de um diário para os adolescentes treinarem o idioma (“escreva sobre você, sobre seu dia… todos os dias”), funciona como instrumento de conexão entre eles. Mas o que ela fez além disso? Deu voz, protagonismo, importância. E oportunidade para o autoconhecimento.

Não posso prescindir de sublinhar a imensa importância de escrever! Escrever é “falar”, é ouvir, é uma forma de se reconhecer, é uma expressão humana e seu exercício é um remédio curativo do coração. Não por acaso o livro que – na história real – foi escrito por eles, se chama The Freedom Writers Diaries.

Não importa o tamanho do desafio. Sempre há saída. Mas não a veremos, se nossas lentes estiverem sujas!

Onde ela encontra a saída?

No momento exato em que ela tem um insight, conversando com o pai. Deste ponto em diante ela adota um caminho. Escolhe ter um segundo emprego e depois… um terceiro. Mas tudo a serviço do primeiro e do seu propósito, que dá novo sentido e completude ao seu fazer profissional.

Todas as vozes que disseram “não dá”, foram silenciadas!

No seu pequeno universo, ela contorna a escassez de recursos, age e faz agir, resolve e transforma, mediante suas ações e da dinâmica que cria em sala de aula. A vida daqueles jovens, seus valores e seu comportamento ficam impactados.

As famosas soft skills e uma atitude mental de crescimento que Erin demonstra ter explicam seu sucesso em influenciar e liderar o time de alunos, apesar de tantos obstáculos e da resistência do sistema. Adaptabilidade, resiliência e talvez até antifragilidade podem ser percebidas – já que foi em um ambiente caótico que ela se fortaleceu e brilhou.

E a partir do seu exemplo, o “time” faz o mesmo: contorna obstáculos, cria recursos e faz acontecer.

Quanta diferença fez sua autenticidade e a alta qualidade do seu relacionamento com eles?

Isso nos traz para nosso 2020 conturbado e desafiador.

Como a pandemia e o home office tem afetado você e sua equipe?

Como está a qualidade da sua escuta e gestão à distância?

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Denise Bee – Mentoring & Coaching: Coach executiva, de carreira e de negócios. Mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento de pessoas e negócios. Sócia-fundadora da Critério Humano – Desenvolvimento e Gestão de Pessoas. Coautora do livro Empreendedor Total.

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