Não contrate um Coach!



Será?

Um pouco batido o assunto, mas ainda há muito a dizer sobre o que acontece no mercado de coaching, e a relação de amor e ódio com o coaching. Ou talvez com os coachs?

Há os que amam.

Há os que odeiam.

Há quem tenha tido uma experiência enriquecedora, transformadora.

E quem, não. Quem contratou e se decepcionou.

Então, pense comigo: será que parte desse barulho todo pode se resumir e se resolver com a velha e boa contratação bem feita?

Vivemos na sociedade do fast-food, da compra rápida pela internet, e achamos que tudo tem que vir fácil e rápido. Talvez desejemos transformações na nossa vida com a mesma velocidade e isso nos atrapalha, ofusca nossa visão da realidade.

Do contrário qual a razão para que se acredite, se compre e se venda soluções magicamente transformadoras?

De outro lado é bem compreensível que pessoas físicas (P.F) tenham mais dificuldade do que pessoas jurídicas (CNPJ) – empresas – para contratar bem, já que é uma profissão nova e ainda faltam informações confiáveis.

Ou pior, o uso do nome coaching ou coach, disponível para quem quiser usar, é aplicável a todo tipo de coisas. Se você abrir uma página da internet, vai encontrar um mar de alternativas, e todo tipo de oportunismo, infelizmente. Muito confuso! E fica, realmente, difícil selecionar bem.

Pensando nisso, escrevi algumas sugestões:

  • Busque um profissional que seja um bom coach, não apenas um bom vendedor e bom palestrante.
  • Se você precisa mexer em questões comportamentais, mudanças comportamentais, trabalhar stress, tenha ainda mais cuidado em compreender qual a formação do(a) coach.
  • Agende uma conversa prévia para saber mais sobre o(a) coach, antes de contratar.
  • Busque referências de quem já contratou esse(a) profissional.
  • Conheça o currículo dele(a).
  • Observe se ele(a) cuida do seu próprio desenvolvimento continuado.
  • Resultados em trabalhos como este dependem de competências bem desenvolvidas do coach (o profissional) e, claro, do empenho e do potencial do coachee (o cliente); consideram-se oito competências essenciais para os resultados de um processo de coaching, seja executivo, de negócios, de time ou de carreira.
  • Veja quem o(a) recomenda e por quê.
  • O processo dura de quatro a seis meses, mas, conforme os objetivos da contratação, pode durar de seis meses a um ano.
  • Este profissional é membro de alguma instituição séria? Segue um código de ética e usa técnicas comprovadas?

Além disso você precisa saber que:

  • O desenvolvimento seja pessoal ou profissional por meio do coaching pressupõe ações do cliente.
  • Desenvolve-se em sessões individuais e confidenciais. Não é um treinamento, não é um curso em que pessoas pulam e gritam! Isso não é coaching.
  • Não se engane:AUTOCONHECIMENTO é base de qualquer processo sério.

Agora vamos as coisas boas, às boas experiências. Quem fala bem:

  • Empresas que resolveram problemas de equipes e de liderança com a contratação de um bom coach gostam; precisam, continuam contratando e recomendam.
  • Pessoas que clarearam rumos de carreira, aceleraram seu autoconhecimento e identificaram caminhos para conseguir melhores posições de carreira e, por isso, foram promovidos. Esses profissionais são muito gratos por terem passado pelo processo e “vendem” a ideia para outras pessoas – amigos, familiares etc.
  • Líderes que identificaram gaps e se desenvolveram por intermédio do coaching, e que, depois do processo de coaching, conseguiram implementar com sucesso mudanças, agregando competências que afetam positivamente sua liderança, também recomendam.

Em síntese o coaching:

  • Ajuda você a se escutar.
  • Apoia para que o(a) coachee consiga saber quais são seus recursos internos e consiga acessá-los.
  • Apoia com técnicas e ferramentas para que o cliente possa reconhecer seu perfil (seus motivadores, suas fortalezas e também encarar seus gaps) e planejar passos ou ações em relação a objetivos (que ele  próprio definiu) a fim de alcançá-los.
  • Ajuda a clarear e a enxergar problemas sob diferentes ângulos, e as opções para resolvê-las.
  • Deve gerar insights e resultados.
  • As decisões são do(a) coachee, porém, dentro de um processo de coaching, ele(a) se prepara para melhores decisões, após receber instrumentos que o ajudem a refletir (que é mais profundo do que pensar!)
  • Reconhecer crenças, modificá-las voluntariamente, reconhecer sabotadores, também são foco e tem uma gigantesca importância num bom processo de coaching.

Se essas coisas não ocorrem, não foi um bom processo de coaching.

Então, contratar ou não um Coach?

O auxílio de um bom profissional de coaching permite que os objetivos de desenvolvimento da empresa ou do profissional contratante sejam alcançados de forma efetiva e em menor tempo.

Com as exigências do mercado de trabalho de desenvolvimento de competências, esta abordagem trouxe boas respostas.

O coaching veio responder à necessidade de acelerar processos de mudança comportamentais pontuais, e gerar, sim, evolução pessoal e profissional.

Veja algumas referências para contratar com mais segurança: https://www.icfbrasil.org/

https://www.icfbrasil.org/encontre-um-coach/

E alguns depoimentos do nosso trabalho: https://criteriohumano.com.br/

Denise Bee – Mentora e Coach Executiva, de Negócios e Coach de Carreira com mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento de pessoas e negócios. Psicóloga de formação, empreendedora, coautora do livro Empreendedor Total, fundadora da Critério Humano e sócia diretora na SOLUT Brasil.